Macaé recebe pesquisadora da UFRJ que desenvolveu substância para tratar lesões medulares

Macaé vai receber na próxima sexta-feira (14) a pesquisadora da UFRJ Tatiana Sampaio, que irá ministrar a aula inaugural o segundo semestre letivo do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem/UFRJ), no bairro São José do Barreto, Macaé. O encontro está marcado para às às 10h30, no auditório. Tatiana é a criadora da polilaminina, substância que pode recuperar movimentos após lesão medular.
No encontro, Tatiana estará ministrando a palestra: “Polilaminina: passado, presente e futuro”. Segundo informações, a polilaminina é uma versão polimerizada da lamina humana encontra na placenta, que em estudo acadêmico inicial com oito pacientes com lesões agudas completas na medula espinhal registrou melhora neurológica em seis deles.
Um estudo recente foi publicado pela revista científica Spinal Cord, falando sobre o primeiro teste de polilaminina em seres humanos. O estudo contou com oito pacientes, onde seis deles apresentaram algum grau de melhora e recuperação motora ou sensorial. Os resultados são promissores, mas a eficácia definitiva ainda precisa ser comprovada em ensaios clínicos controlados.
Em 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o estudo clínico da fase 1 com o objetivo de avaliar a segurança da substância e monitorar eventos adversos. Avançando para as fases 2 e 3, será avaliada a eficácia da substância e a amostra será ampliada. Foi verificado que a polilaminina é mais eficiente quando injetada em até 72 horas após o acidente, antes que a cicatriz fibrosa se instale. Ela age como um estímulo biológico para a regeneração de conexões nervosas danificadas na medula espinhal.
Tatiana Sampaio é a chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/UFRJ). Ela tem mestrado e doutorado em Ciências pela UFRJ e é Pós-Dra. pela Universidade de Illinois (EUA) e pela Universidade de Erlangen-Nuremberg (Alemanha).
A pesquisa de Tatiana Sampaio já inclui estudos em laboratório para ampliar o uso em lesões crônicas, com testes em hospitais. O Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) aprovou o início da nova fase de testes clínicos. A polilaminina é uma substância biológica sintética. Ela é formada pela união da laminina, proteína essencial para o sistema nervoso, que produz um tecido de sustentação que propicia o crescimento de neurônios na área rompida, como uma ponte para que os circuitos se reconectem.
• fonte: clique diário

