Suspeito da morte, do adolescente Lorran Cristo foi preso em Macaé

Armas encontradas na casa do empresário Rudson Schelles Meirelles

A segunda fase da Operação Luz na Estrada, sob o comando do delegado titular da 122ª DP de Conceição de Macabu, Dr. Ruchester Marreiros, resultou, nesta sexta-feira (27), na prisão de Rudson Schelles Meireles, 38 anos, suspeito pelo homicídio do adolescente Lorran Cristo, de 13 anos, ocorrido na RJ-182. A medida ocorreu após o aprofundamento das diligências e a identificação de novos elementos relacionados a uma segunda arma de fogo vinculada ao investigado.

No curso da investigação foi constatado que o homem apontado como autor do crime possuía outro armamento além daquele inicialmente apreendido. “Durante o interrogatório, surgiram contradições relevantes. Identificamos que havia uma segunda arma registrada em nome dele”, afirmou o delegado.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, foi localizada uma arma registrada no sistema de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC). Questionado sobre a existência de outros armamentos, o investigado negou inicialmente. Após ser informado de que novas consultas seriam realizadas e de que poderia ser responsabilizado, declarou possuir uma segunda arma guardada em propriedade rural de difícil acesso.

A equipe policial diligenciou até o local indicado, situado a aproximadamente 30 quilômetros da área urbana. Ao chegar, o investigado alegou ter esquecido a chave da residência, mas indicou o ponto onde o armamento estaria armazenado. A arma não foi localizada. Em seguida, ele alterou a versão e afirmou que o objeto teria sido furtado.

Diante das inconsistências e dos indícios de manipulação do ambiente, o delegado Dr. Ruchester Marreiros deu ordem de prisão, deu voz de prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e efetuou a prisão do investigado. “Há fundada suspeita de que esta arma seja, em tese, a provável arma utilizada no homicídio”, declarou.

A arma não localizada é uma pistola Arex calibre 9mm, acompanhada de munições e acessórios, avaliada em aproximadamente R$ 10 mil. A investigação apura possível ocultação do armamento para frustrar a persecução penal.

O autuado será submetido à audiência de custódia, ocasião em que a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. A 122ª DP reforça que o inquérito será concluído com base em provas técnicas e periciais.

Informações podem ser repassadas de forma anônima:

Disque Denúncia: (21) 2253-1177
WhatsApp 122ª DP: (22) 98831-8044

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